Thursday Jul 29

DJ TRB

Entrevista exclusiva com o DJ TRB (Charles Alberti) fundador do TechnoPride.

Saiba um pouco mais a respeito do TRB e quais são as novidades que o TechnoPride tem para o segundo semestre do ano! :)  

Carol: E ai Charlão beleza?

TRB: Beleza, é um prazer participar da seção de entrevistas do TechnoPride e também uma oportunidade para falar um pouco a respeito do meu trabalho. Nas festas nem sempre tenho tempo para conversar com as pessoas e ou aproveitar como gosto. Fora isto sou tímido e então tem dias que realmente tenho dificuldade de me expressar. Então fica aqui uma oportunidade para conhecerem um pouco da minha pessoa, acho importante pois acabamos sendo julgados pela capa. Quem sabe através deste bate-papo as pessoas possam saber um pouco mais quem eu sou.

Carol: Então Charles, o Technopride ta de cara nova, site todo reformulado...conta ai pra gente o por que disso e o que o site vai trazer de novidades!!??

TRB: O site precisava ser reformulado a muito tempo atrás. A mais ou menos 1 ano e meio este projeto era algo muito desejado pela equipe. Mas por diferentes razões a coisa não aconteceu. Isto me chateou muito, pois acho que devemos sempre melhorar o serviço, em especial pela atenção e respeito que conquistamos. Felizmente neste ano foi possível modificar o site por inteiro e o resultado final ficou muito bom. Era exatamente o tipo de modificação que eu desejava. A arte gráfica foi feita por um dos novos integrantes da equipe, o Djonny. Sem sua ajuda não seria possível termos um resultado final tão bom. Outros dois novos integrantes também foram importantes, o SNL e o Giovanni.

Carol: Sabemos que você além de DJ e promoter também segue a carreira de dentista, como você concilia as três profissões?

TRB: Eu voltei para a odontologia em outubro do ano passado. Este ano começei uma série de cursos e ano que vem pretendo fazer uma especialização. Com certeza agora a minha vida ficou muito corrida e não é mole aguentar o ritmo. Mas acho que vale a pena, penso muito no meu futuro e meu sonho é construir uma família. Ai todo cuidado é pouco, a vida de promoter e DJ é arriscada. Nem sempre o resultado final é o que você espera. E para não prejudicar o carinho que sinto pelo que faço, resolvi voltar a minha antiga profissão porque ai posso levar a vida de DJ e promoter com mais tranquilidade. Sem a pressão e o medo de não ter X datas por mês e etc.

Carol: Agora vamos voltar um pouquinho mais no passado. Fala ai como surgiu a idéia de fazer o site?

TRB: A idéia surgiu por acaso. Como qualquer jovem, acreditava muito no meu gosto pessoal e idéias. E de uma certa forma rebelde não estava de acordo com muita coisa que até então acontecia. Uma vez indagado porque ao invés de reclamar eu não fazia algo construtivo, resolvi parar para pensar e cheguei a conclusão que realmente era uma boa idéia. Ao menos gastaria meu tempo fazendo algo que gostava e ia aos poucos me desligar das coisas negativas. Porque sinceramente quanto mais pensamos no que não nos agrada, pior a coisa fica. E com o tempo, aprendemos também que nem sempre as coisas são como imaginamos. Só mesmo trabalhando, dando a cara a tapa que vi que nem tudo que eu pensava era a verdade. E assim também aprendi a respeitar mais o trabalho das outras pessoas. Acho que é algo normal, que todo jovem passa, e com sorte aprende com erros e acertos.

Carol: Vc já tocava na época? Como foi o inicio da sua carreira?

TRB: Quando lancei o site já tinha comprado as pick-ups, tinha cerca de uns 5 meses antes. E muito tempo antes frequentava as festas de techno. O início da carreira foi algo que nunca imaginei. Quando comprei os decks não pensava em ser DJ profissional. Inclusive para minha infelicidade, outros amigos que começaram a tocar na mesma época e aprenderam mais rápidamente do que eu. Não sei dizer o porque, mas talvez por ter faculdade de manha e tarde, o pouco tempo que tinha para praticar não ajudava. Mas era sem dúvidas o meu maior prazer naquela época. Quando comecei a acertar a mão e ganhar confiança ainda sim relutava sobre tocar para o público, pois já tinha amigos que eram DJs e acompanhei de perto suas alegrias e tristezas. Por exemplo mês que não acontecia um único booking e outras coisas que acabam chateando qualquer profissional. Tinha medo de passar por algo assim e aos poucos perder o amor pela música. Até que um dia fui para um after hours com um casal de DJs amigos meus, o PETDuo. E durante o trajeto questionaram porque eu não dividia com as pessoas o meu amor pelo techno e em especial toda aquela quantidade de bons discos que eu estava comprando. Nunca tinha pensado nisso, como eu era feliz em poder ter em casa a grande maioria dos sons que eu gostava e ainda ter o privilégio de tocar quando desse vontade. Achei que era um bom motivo para começar a tocar e dividir as músicas com as pessoas. 

Carol: E como rolou a idéia de começar a promover festas de Techno/Hard Techno não so em São Paulo, mas também pelo Brasil todo?

TRB: Assim que o site nasceu a vontade de fazer uma festa era gigantesca mas além de não ter experiência alguma e muito pouco contatos. Também passava pela maior dificultade em receber o mínimo de reconhecimento. Naquela época tocar nos clubs e raves era muito mas difícil que hoje. Tanto que em um certo momento cheguei a pensar em desistir. Não queria ter que fazer a média com as pessoas só para conseguir uma data. Acho válido ter contatos, mas fica sempre a dúvida entre forçar a barra e ser autêntico. Você corre risco de um lado ser taxado de interesseiro e do outro lado de ser arrogante. Optei pelo caminho mais difícil, ficar na minha. E meio que do nada um certo dia em uma festa fui abordado e convidado para realizar um projeto de hard techno no Manga Rosa. Foi ai que surgiu a idéia de tornar realidade o sonho das festas do TechnoPride. A festa foi um sucesso, na inauguração lotou e tivemos outras 5 datas no club. Dai por diante as portas começaram a se abrir e fui aos poucos fazendo novos contatos. Já ocorreu festas do TechnoPride e ou em parceria em Fortaleza, Campo Grande, Londrina, Campinas, Piracicaba e outras cidades. Incluindo uma festa fora do país, na Croácia, no ano de 2005.

Carol: E o que você acha que mudou na cena no geral, desde o começo ate hoje?

TRB: As coisas estão melhores. Os novos DJs tem tido mais oportunidade e respeito. E os DJs estão tendo que se preocupar mais com os sets do que antigamente. A concorrência aumentou e com isto quem sai ganhando é o público. A quantidade de pessoas nas festas é que acho que poderia ter aumentado. Creio que estabilizou, de tempo em tempo acontece renovação, mas o número final não mudou tanto. Porém dentro do techno é possível notar uma mudança, hoje em dia o público está mais segmentado. Coisa que acho positiva. Por um lado perdemos qndo o público se divide muito, mas por outro evita as constantes discussões de estilo. Onde um lado afirma ser melhor ou mais inteligente do que o outro. E cá entre nós isto não existe. Gosto é gosto, hoje ou daqui 100 anos.

Carol: E agora você esta também com um novo projeto mensal no Clash Club. Qual e a sua proposta nesse projeto?

TRB: Sim, o TechnoPride é um projeto mensal. A proposta é manter vivo a festa que é particularmente dedicada ao Hard Techno desde sua fundação, mas sem deixar de dar espaço para outras vertentes. Quero até exclarecer uma coisa aqui, não tenho ou não temos nada contra outros estilos, mas não vamos deixar de privilegiar o que foi sempre nossa marca registrada. Como não realizo tanto eventos como gostaria, acabo ficando limitado quanto a escolha dos DJs. Mas de agora até o final de 2007 pretendo incluir novos nomes nos line-ups e diferentes estilos. Uma coisa que não é de hoje é o espaço que abrimos para os novos DJs, e é muito animador ver o resultado positivo desta iniciativa.

Carol: Como foram as ultimas edições do TechnoPride @ Clash Club?

TRB: Foram muito boas mesmo! Cada uma com seu charme. A minha preferida é sem dúvidas a primeira. O Boris S estava no line-up mas acabou não podendo vir por problemas de saúde. E mesmo assim a festa foi sensacional. O Daniel Gloomy foi bastante importante para que a nossa estréia no Clash fosse a melhor possível. E a participação de última hora da Candy Cox e Lukas também. A revelação para muita gente neste dia foi o SNL, novo talento, que fez um dos melhores sets da festa. E outra festa que gostei muito foi a que o Boris S e Linda Pearl tocaram. Ver o Boris finalmente ao vivo foi de aliviar. Passei muito nervoso até aquele dia. Tanto que após ver a festa rolando estava tão cansado que sinceramente não estava em condições de ter tocado. Serviu como uma lição, daqui para frente decidi dividir mais funções quanto a organização do evento para não ficar sobrecarregado e pagar sozinho por isto. Até porque tocar é algo que faço por prazer.

Carol: Você já tem algumas informações das próximas edições? O que a galera pode esperar futuramente?

TRB: Bom, a festa de agora todos vocês já sabem né? Marcel Costeau e Tim Rivers no Clash dia 22 de julho. Depois posso dizer que estamos diretamente ligados com a Circuito no Lago, em agosto, portanto não tem TechnoPride neste mês. Mas já em setembro tem uma especial! E em outubro vamos comemorar 4 anos de vida com uma atração inédita e muito esperada por praticamente todos que gostam de techno/acid/hardtechno, ninguem menos do que o DJ e produtor Alex Calver.

Carol: Poxa, legal a iniciativa! Sabemos que sempre foi meio complicado a questão de dar oportunidades para novos talentos na cena, e você foi um dos pioneiros nisso! E hj em dia já podemos ver alguns clubes e núcleos dando mais oportunidades para artistas novos! E por falar nisso, o seu outro projeto em parceria com a Circuito e o Clube Clash tem revelado novas caras do Techno/Hard Techno. Fala Um pouquinho da noite ‘New Faces’ e o que vc prevê para essa nova safra de djs que tem mostrado competência?!


TRB: Eu fico feliz por colaborar com a cena e também por de alguma forma ajudar com que a vida dos DJs sejam um pouco mais tranquila. Ao menos para os novatos, que antigamente sofriam muito. Eu sofri isto e não desejo a ninguem. Acho que música boa vem em primeiro lugar, e tanto é que hoje em dia você pode ver um DJ mais jovem tocar tão bem quanto um mais velho. Creio que estamos caminhando para o lado certo, onde o que importa é o resultado final e não quem é o fulano, onde tocou e este tipo de coisa. Respeito com certeza é fundamental, mas como tudo na vida, tem que existir um bom senso. Ignorar o novo é muita burrice.
A respeito da noite de novos talentos o que posso dizer é que foi com certeza uma das melhores idéias do ano. A idéia surgiu em conjunto, entre a galera da Circuito e eu. Conversamos a respeito algumas vezes e resolvemos colocar a idéia em prática. Confesso que espero ansioso a próxima edição, gostaria que fosse mensal ou bimestral. Existem muitos novos talentos e dar a oportunidade que toquem juntos em uma noite é sensacional. E o melhor é que podemos fazer um line up finíssimo, variado e muito rico. Já selecionei a próxima galera que vai tocar, agora apenas aguardo a data da festa. Isto cabe ao clube.
 
Carol: Alem dessa nova geração de djs, podemos notar a evolução nas produções do Techno e do Hard Techno nacional. Sempre estão surgindo novos produtores, cada vez com mais qualidade em seus trabalhos, qual e a sua opinião sobre isso?

TRB: Olha vou ser mais do que sincero agora. Sem dúvida alguma se não fosse por algumas pessoas que conheco nas festas e pelos novos produtores brasileiros e bons amigos que são, já teria parado de tocar. Chegou uma fase que eu havia cansado de algumas coisas, que prefiro não comentar. E os lançamentos de hard techno estavam me entediando, em especial porque quase todo DJ acabava comprando os mesmos discos e eu gosto de diversidade. Eis que recebo um cd com 9 faixas, e para minha surpresa todas eram muito boas. Algumas com nível igual e ou melhor que as lançadas em vinil naquela época. O autor detas faixas era o Alex TB. E notei que apesar da qualidade ele ainda sim era de certa forma ignorado. Deste dia em diante passei a dar mais valor para a produção nacional. Como não tinha final scratch e ou cdj. Não tinha coragem de tocar com CD nas festas, e sem experiencia não poderia testar as faixas. Decidi juntar dinheiro e comprar um CDJ. Foi a melhor coisa que fiz. Na Eslovênia resolvi testar as faixas do Alex e também do Mvtica e a resposta foi surpreendente. Hoje as faixas que meus amigos produzem são o que me mantem inspirado. Sem eles, sinceramente não saberia mais como me manter tão motivado.

Carol: Ano passado tivemos varias produções de Hard Techno brasileiras lançadas la fora, sem falar nos artistas do Techno nacional que estão constantemente lançando coisas novas em vários selos. Parece que o trabalho dos brasileiros esta começando a ser bem valorizado na cena mundial, este ano tivemos e teremos algumas produções de Hard brasileiro sendo lançadas tb...como vc enxerga essa evolução, e que resultado você espera disso??

TRB: Eu fico muito feliz. Não só o hard techno, como o techno no geral tem lançado muita coisa boa e 100% nacional. Do hard temos faixas do Alex TB, Mvtica, Lukas, Nitrosound, Murphy e agora no segundo semestre sai um Cardiac Arrest só de produção nacional, com faixas do Nor & Chor, Buchecha, AlexTB e LeonKb. Das faixas já lançadas vale lembrar de dois hits: ‘Toma cachaça’ do Mvtica, lançada pelo selo Matame e a ‘Violion From Hell’ do AlexTB que foi lançada pelo selo Around The World. Ambas foram tocadas por quase todos artistas reconhecidos mundialmente e isto é algo para orgulho nacional.
Acho que a grande novidade é o lançamento do TechnoPride Records, que em todos os releases vai lançar no mínimo 2 faixas nacionais. Junto com faixas e remixes dos consagrados nomes do hard techno internacional.

Carol: Mas parece que ainda falta alguma coisa. O que você acha q falta para as produções nacionais de Hard Techno terem o reconhecimento merecido internacionalmente?

TRB: Olha eu não sei dizer mas eu noto que de uma certa forma ainda rola um preconceito e ou protecionismo dos atuais produtores/selos. Parece que a inclusão de novos nomes sempre vai ser um tabu. Mas aos poucos a coisa está melhorando. Quando a faixa é boa basta um DJ renomado tocar que os demais que até então a ignoravam começam a prestar mais atenção. Sempre foi assim, com faixa nacional ou não. Então cada vez que vejo um DJ importante tocando faixas brasileiras fico feliz. Recentemente o DJ Rush foi visto tocando a Fire In The Sky (dos produtores Chor & Alemão) na famosa festa Monegros na espanha. Esta faixa vai por coincidência sair no TechnoPride Records, e o remix será feito pelo Alex Calver. Estou realizando um sonho, nunca imaginei que fosse um dia poder lançar um selo e sinceramente não estou preocupado que tenha faixas minhas, quero qualidade. Se um dia tiver algo legal, ok. Enquanto isso, tem tanta mas tanta faixa boa dos produtores aqui que até me perco na hora de selecionar quais eu quero, porque gosto de praticamente tudo. Adianto os produtores que selecionei: Alex TB, Buchecha, Mvtica, Chor, Nor, Alemão, Pest!. Mas quanto mais pessoas aparecerem melhor, estou aberto a TODOS.


Carol: E as suas produções? Podemos esperar novidades pela frente?

TRB: Putz, eu gostaria de passar mais tempo produzindo e aprendendo. Agora estou mais preocupado com as festas e o selo. Assim que puder vou voltar a dedicar um tempo a produção. Outra coisa que toma meu tempo é a odonto, mas estou adorando este retorno. Aos poucos vou acertando tudo, sem pressa. Por hora posso antecipar que a faixa Viton que fiz em conjunto com o Mvtica e o PatrickDSP vai ser lançada no TechnoPride Records e terá um remix do Alex Calver.


Carol: Como foram suas ultimas turnês internacionais? Por quais lugares você passou, ao lado de quem tocou e como foi recebido la fora?

TRB: Acabei de voltar da Venezuela. Toquei em duas festas, em Caracas e também em Maracay. É a segunda vez que toco lá, anterioremente foi em dezembro do ano passado em Maracaibo. A cena lá é boa, e as pessoas gostam muito do hard techno. O que me surpreendeu é como eles acompanham o techno brasileiro e o TechnoPride é o site que eles ultilizam para isto. Não é incomum citarem vários nomes da nossa cena. Nos dois últimos anos fui também para a Croácia, Itália e Eslovênia. Cada país tem seu charme, mas a Eslovênia é sem dúvidas até então o meu local predileto. As festas são cheias, as pessoas alegres e realmente gostam do som. Toquei em mais de 5 festas em duas turnes. Espero no futuro conhecer mais locais. De todas as festas citadas toquei ao lado dos seguintes DJs: Marco Remus, ViperXXL, Weittentenik&Waldhaus, Felix Krocher, Daniel Gloomy, PeterB, DJ Amok e Sven Wittekind.

Carol: Qual foi a sua visão da cena dos paises que você esteve fazendo turnê??

TRB: Na Itália, toquei em Udine. Tem uma cena de médio para pequeno porte. O pessoal apesar de gostar do som parecia não entender muito. E agora tem mais uma ou duas cidades que sei que também estão fazendo festas de hard techno. Fui convidado recentemente para tocar em uma delas mas ainda estamos negociando. Croácia, tem uma cena também de médio para pequeno porte. E parece que hoje em dia não cresceu a quantidade de pessoas. O público gosta e entende razoavelmente bem o som, a vibe é muito boa. Na Venezuela é muito parecido com o Brasil, porém os venezuelanos são até mais abertos que os brasileiros. Fazem questão de mostrar que gostam do hard techno e que conhecem diferentes profissionais. E na Eslovênia é algo a parte, o pessoal chega cedo nas festas, antes mesmo de abrir o evento já tem uma galera no estacionamento da festa tomando goró e escutando música. Dá gosto de ver. O comportamento do pessoal é também parecido com o Brasil. São felizes, abertos e saem de casa para causar. Em especial cito o vestimento da galera mais nova, conhecidos como os “bebes”, gostam de roupas coloriadas. Penteados específicos. Usam chupetas e andam em grupos. Uma espécie de emo-eletrônico. É bem interessante.

Carol: E as próximas turnês? O que você já tem agendado na América Latina e na Europa?

TRB: É provável que eu toque em novembro na Venezuela e mudei a data da minha ida à Europa de setembro para dezembro. O motivo é que estou trabalhando como dentista e também fazendo curso. Agora não tenho tempo para ficar 2 ou 3 semanas como antigamente. O que também dificulta muito uma turnê. Claro que é triste, mas eu estou ciente da decisão e vou fazer apenas o possível. Temos ótimos DJs aqui, com certeza se eu não puder viajar alguem daqui daria conta do recado. Espero só que a oportunidade não deixe de acontecer. Seja para eu ou outros profissionais.

Carol: Então deixa a dica ai pro pessoal, quais são as suas próximas datas e as próximas festas!!

TRB: Bom, toco dia 22 de julho tem a TechnoPride com Marcel Costeau e Tim Rivers. Dia 19 de agosto tem a Circuito no Lago com PETDuo e OBI, ambos fazendo LivePA e DJ Set. 02 de setembro novamente TechnoPride e 06 de outubro tem TechnoPride de 04 anos com o Alex Calver!

Carol: Valeu TRB!! Agradecemos a entrevista e desejamos sempre muito sucesso a você que e tido como um dos `lideres` da cena Hard Techno Brasileira!!

TRB: Obrigado você Carol pela idéia da entrevista. Fazer parte da cena hard techno é um prazer. E espero que ela continue crescendo e ver a quantidade de novos talentos me anima! Que isto seja convertido tb em mais pessoas nas festas.

Por: Carolina Osório

data: 16/07/07